POEMA {191}

 
O poeta veste o mundo com hábito irreal
A prosa nos vincos cris e a nódoa da siririca
O épico delírio a bordo de um astro boreal
Obsceno niilismo da puta de checa aporética
Agora é tarde e só resta a noite na esquina
Zenão se afoga na apória da onda poética
A ferida do ser – o infecto cordão umbilical.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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